Segundo o Inquérito à Mobilidade (IMOB) realizado em 2018 pelo INE, as viagens dentro da Área Metropolitana de Lisboa têm as seguintes características.
Das cerca de 5.3 milhões de viagens diárias na Área Metropolitana de Lisboa, apenas 0.5% das viagens são realizadas em bicicleta (25 479). 3.1 milhões são feitas em automóvel (58.4%), 1.3 milhões a pé (23.9%), 825mil em Transportes Públicos (15.5%) e 96mil em outros modos (1.8%).
A figura seguinte mostra a proporção de viagens que é realizada com origem e destino no mesmo município (3.5 milhões viagens), e as viagens com origem e destino em municípios diferentes (1.8 milhões viagens). Como se pode observar, para todos os municípios, a maioria das viagens realizadas é intra municipal, emboras as viagens intermunicipais são bastante expressivas, principalmente em municípios como Odivelas, Oeiras, Amadora e Loures.
As metas da Estratégia Nacional de Mobilidade Ativa Ciclável (ENMAC), estabelecem que dentro dos centros urbanos 4% das viagens devem ser realizadas em bicicleta até 2024, e 10% até 2030, e que as mesmas devem ser substituídas de viagens atualmente realizadas em automóvel. Partindo do número de viagens realizadas em bicicleta em 2018 (cenário de referência, ou cenário base), é possível estimar o número de viagens com potencial para serem substituídas do automóvel para a bicicleta para cada cenário aqui avaliado.
O gráfico seguinte mostra o potencial de viagens a serem realizadas em bicicleta diariamente, por gama de distâncias de viagem, e para os cenários avaliados.
Os mapas seguintes mostram as ligações cicláveis com maior potencial, para o cenário base (viagens do IMOB 2018), para 4% de viagens em bicicleta (meta 2024), e para 10% de viagens em bicicleta (meta 2030), transferidas diretamente de viagens em automóvel.
Cada mapa refere-se a cada uma das 3 estimativas:
Os mapas apresentam a informação gráfica para duas redes - a rede
ciclável para viagens mais diretas, e a rede para viagens mais seguras e
tranquilas (conforme a rede viária existente).
A largura das linhas varia consoante o número de ciclistas potencial
para cada um dos cenários (4% e 10% de ciclistas), e essa informação é
visível ao passar com o rato em cima da linha.
A cor das linhas varia com o nível de tranquilidade (quietness), sendo as mais escuras aquelas
menos seguras para circular em bicicleta - indicando com maior clareza
quais os segmentos que necessitam de intervenção para se tornarem mais
seguros e potencialmente trazerem mais ciclistas: os mais
escuros e mais largos.
Ao clicar em cada linha, uma janela abre-se com mais informação sobre as viagens estimadas que podem passar por aquele segmento, incluindo os benefícios socio-ambientais estimados, e as características físicas daquele segmento.
É possível ver mais do que uma opção de rota em simultâneo (direta / segura), por exemplo para comparar alternativas, e níveis de potencial ciclável, estabelecidos pela Estratégia Nacional de Mobilidade Ativa Ciclável (ENMAC), em 4 e 10% nos centros urbanos, transferidos de viagens em automóvel.Este mapa apresenta os segmentos com mais de 100 viagens potenciais em bicicleta. Para um maior ou menor detalhe da rede, ver a secção de Downloads.
Ver o mapa em ecrã inteiro.
Este mapa mostra os segmentos com mais de 200 viagens potenciais em bicicleta elétrica. Para um maior ou menor detalhe da rede, ver a secção de Downloads.
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Este mapa mostra os segmentos com mais de 50 viagens potenciais em bicicleta, em que parte da viagem é realizada em transportes públicos (barco, comboio, metro sul do Tejo, ou carris metropolitana). Os segmentos deste mapa dizem respeito apenas à parte da viagem que é realizada em bicicleta, num total de até 5 km no conjunto da primeira e última etapa da viagem intermodal. Para um maior ou menor detalhe da rede, ver a secção de Downloads.